Quarta-feira, 19 de Novembro de 2008

Maravilhas da minha terra!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Chega o Outono e com ele o frio e o apetite do aconchego da lareira.

É comum ao chegar á Zona Industrial e sob um olhar mais atento para as nossas pequenas aldeias, ( Eido, Relva, Colo de Pito, Carvalhas e Monteiras) observar a excelência e calma que imperam nesta época.

As paisagens anteriormente verdejantes, alteram as suas cores para os tons fogo, uma mistura exuberante e fascinante de amarelos, castanhos, vermelhos e alaranjados. As árvores do Largo perderam as suas folhas, mas continuam com o mesmo encanto e perdura um cheiro especial de Outono que me lembra a minha infância.

Os dias tornam-se mais pequenos mas as gentes da minha aldeia não perdem tempo e desde cedo, ainda com a geada a brilhar nas lameiras começam o seu labutar diário.

É melancólico mas ao mesmo tempo gratificante o viver desta gente, aqui as preocupações são enormes e pequeníssimas num olhar mais aprofundado, quase não se assiste ao stress e á frieza com que outros levam a sua vida, na maior parte dos casos existe amizade e colaboração, pois todos se conhecem desde sempre e são uma pequena família.

Poucos são os que ainda aqui resistem aos propósitos do destino, mas são estes uns privilegiados, devido á simplicidade com que levam a sua vida e que assim ensinam os seus filhos e por consequência os seus netos.

Apesar das alterações de costumes e tradições que também aqui, infelizmente, já se sentiram, resistem outros peculiares e singulares, como o pequeno gesto de dar os bons dias ás pessoas que sempre nos habituamos a ver, de poder lavar no tanque do Oradouro e conversar com a vizinha, a tia Maria, ou o simples gesto de "ir á fonte da Carreira"...

Como é lindo poder observar o fumo das fogueiras a sair das chaminés, o colher das castanhas, a secagem dos milhos na Fraga da Lage, a procura dos "gasalhos" e das "sanxas" no pinhal da Sta Luzia, que fazem as delicias do povo nesta altura, as lameiras cobertas por um cintilante e espantoso manto de gelo.

Entende-se desta forma, a saudade e tristeza que levam os nossos conterrâneos ao partirem, pois aqui deixam para além da familia, as suas memorias, as suas recordações.

Quero com isto demonstrar a beleza que existe na nossa terra, que tem uma particularidade, é a terra onde nascemos, vivemos a nossa infância, onde fomos educados e é NOSSA.

Ao partirmos para qualquer outro lado, levamos sempre a intenção de voltar e visitar o nosso cantinho, a nossa identidade.

Assim sendo disponibilizo algumas fotos, para que possam visualizar pelos meu olhos a beleza a que me refiro que são nada mais nada menos que, as maravilhas da minha terra.

Um abraço...

 

 

 

publicado por juntadefreguesiamonteiras às 15:22

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